URBANISMO E ARQUITETURA CHINESA
Na cidade tscheng menor, o cinturão interno tem perímetro de 1 li e o externo
de 3 li. Ela pode se tornar núcleo de uma cidade tscheng maior, que possui cinturão interno de 3 li e externo de 7
li. Esta pode formar o núcleo de uma cidade ji,
com cinturão interno de 7 li e externo de 11 li. E esta última pode formar o
núcleo de uma cidade tu, com cinturão
de interno de 11 li e externo de 14 li.
As capitais imperiais maiores, Chang-an, Hang-Chu e Pequim, alcançaram e, talvez, superaram um milhão de habitantes.
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| Planta de Hang-Chu, capital dos Sung. |
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| Planta de Chang-an, capital dos Tang. |
Agora vamos falar um pouco sobre a arquitetura tradicional na China, antes da introdução dos métodos de construção ocidentais.
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| O pátio interno de uma casa chinesa (Pequim) |
"Todas os ambientes se abrem sobre um ou mais pátios internos, quadrados ou retangulares, de modo a realizar a desejada alternância de sombra e de sol(yin e yang). Os elementos construtivos principais e fixos são os perimetrais(a plataforma de base, os muros externos e a cobertura de madeira); as divisórias internas de tijolos não tem funções sustentatória e são, portanto, móveis, para acompanhar as mudanças das funções domésticas. Todos os edifícios têm habitualmente um só pavimento, sendo a densidade de população nas cidades chinesas bastante baixa: não mais de 100 habitantes por hectare" (BENEVOLO, L. A História da Cidade, 4.ed, São Paulo: Perspectiva, 2009. 60p)
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| Planta e secções de uma casa chinesa com pátios |
Apesar dos ambientes individuais ou grupos de ambientes conversarem uma forma simétrica e regular, o conjunto se torna irregular para aderir as características dos locais mostrando como a casa chinesa pode interpenetrar com a natureza. Como exemplo disso, podemos citar os palácios do imperador - suprema autoridade religiosa e civil- em que os edifícios destinados a cerimônias públicas são rigidamente agrupados ao redor do eixo de simetria(norte -> sul); já os edifícios e espaços para vida privadas , apresentam-se incorporados ao jardim paisagístico, que provoca uma quebra da regra geométrica e, consequentemente, um desequilíbrio a composição geral.
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| O templo do Céu em Pequim |
Outro ponto característico das casas chinesas é a armação estrutural de madeira com pilares, vigas e paredes de terra que cercam a construção em três lados. As consequências desse uso da madeira são: uma profundidade e largura do espaço interior que são determinadas pela armação estrutural de madeira; preservação da estrutura devido a técnica de aplicar vernizes à ela; e a técnica de construir uma estrutura sobre uma plataforma para prevenir danos devido à umidade. A altura da plataforma corresponde à importância da construção.
Finalizando, com uma sequencia da Cidade Proibida de Pequim, realizada pelas últimas dinastias (Ming e Manchu), seguindo as regras de projeção antigas:
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| Cidade Proibida de Pequim |
URBANISMO E ARQUITETURA JAPONESA
A arquitetura e urbanismo no Japão possuem uma enorme diferença se comparadas com os padrões utilizados pelas civilizações ocidentais.
No fim do século III a.c o urbanismo japonês recebeu grande influencia da China, com seus padrões ortogonais, que podem ainda hoje ser vistas em cidades como Kyoto e Nara, confundidos com a grande urbanização que se deu posteriormente de forma diferente da primordialmente utilizada. Porém, com uma cultura e crenças diferentes, além da topografia, o Japão acabou por criar seu próprio conceito urbanístico: lá, primordialmente, as cidades tem como principio o Ku, ou Vazio, o Ma, ou Intervalo e o Oku, ou profundidade.
O Ku é a ideia de vazio que é valorizada pela cultura nipônica. Na era medieval foi quando a ideia de vazio foi mais implantada através da religião budista que foi introduzida no país. Para eles, tudo o que era concreto demais deveria ser rejeitado, como por exemplo, moveis demais em um cômodo, plantas e pedras demais em um jardim. O centro de Tokyo, por exemplo, é um bosque, mesmo nos dias atuais, que quebra a ideia da necessidade de um centro com todas as representações da cultura e poder como igrejas, bancos, prefeituras.
O Oku é a ideia de profundidade que interage intimamente com o Ku, envolvendo-o e dando a ideia de ocultação, proteção. Baseado na ideia dos santuários, ou okumiya, que davam a ideia de um lugar que existia, mas não era visível, o uso do Oku no urbanismo japonês resulta no atual tecido urbano da maioria das cidades japonesas, onde não existem linhas retas que resultam no centro da cidade, mas sim um emaranhado de ruas que ocultam e envolvem o centro, dando a ideia do invisível.
O Ma, ou intervalo, é um conceito espacial que tem como característica a imaterialidade. Nas plantas de prédios no Japão medieval, as colunas eram representadas por pontos e não haviam cortes ou fachadas desenhadas. De acordo com a planta era possível visualizar todo o prédio tridimensionalmente. O espaço entre os pontos era o Ma, que sugeria um espaço que mesmo invisível, era considerado.
Outra peculiaridade do urbanismo nipônico é que as ruas não possuem nomes, mas os quarteirões sim. Além disso, a numeração das casas é estabelecida de acordo com a idade da construção. Por exemplo, a primeira construção a ser feita em determinado quarteirão é a de numero um, e assim por diante.
Aí embaixo temos um vídeo explicativo do sistema de ruas/blocos no japão:
Bibliografia: http://www.favpropaganda.com.br/favblog/post/Entenda-como-funcionam-as-ruas-no-Japao.aspx
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEglUdKWQSr58UtMPVeWNsfZnVmhIFCD0VkfEKAp44Empa6w5wWQyvGQHgHrNaQdMqyMbCyzKsfRt5FoE4iyTre7i2134i0bfN7gkiYLeb5lKWVSCvtpxPODh1ul9Tn9r6nxCxwR6nyUX4UW/s400/kyoto_city_map.gif
http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/09.099/119
http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/japao/sociedade-do-japao.php
A arquitetura japonesa foi muito influenciada pela China, com a adoção da madeira como principal material de construção e da coluna como elemento primordial da estrutura. No essencial, a arquitetura japonesa pouco se alterou através dos séculos e tem sido preservada porque algumas construções religiosas foram periodicamente reconstruídas exatamente da mesma forma, por razões rituais. Atingiu-se total domínio da carpintaria; muito da beleza das construções japonesas depende tanto das sutis curvaturas dos telhados como de outros tratamentos decorativos, inclusive a pintura dos pilares e vigas e o uso de douração.
O Horyu-ji Hall construído na segunda metade do século VII, é a estrutura de madeira mais antiga do mundo. Além de ser um representante da arquitetura antiga japonesa, é também de vital importância para a história da arquitetura do leste da Ásia.
O ponto alto da arquitetura budista no Japão foi atingido com a construção do mosteiro de Todai-ji, cidade de Nara, Japão. O hall onde se encontra a estátua do Buda é tido como a maior construção em madeira do mundo. O templo onde se encontra o Buda foi finalizado no ano de 745 e o Buda foi finalizado em 751. Cerca de 2.180.000 pessoas (metade da população do Japão na época) trabalharam na construção do templo e do Buda, que consumiu toda a produção de bronze do Japão, quase levando o país à falência. O templo já foi reconstruído por inteiro duas vezes, depois de incêndios. Só a altura do Buda é de 15m e pesa 500 toneladas.
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| Templo Nageire-do |
O método no qual os construtores usam colunas de dimensões variadas como suporte para o piso de um edifício sobre um penhasco ou ao lado de uma montanha é conhecido como kake-zukuri. Esse método foi desenvolvido para permitir que os devotos pudessem adorar em locais altos e íngremes, onde se acredita que seja o lar das divindades do xintoísmo ou do Buda. Exemplos famosos do estilo kake-zukuri incluem o Templo Nageire-do em Mitoku-san Sanbutsu
Os palácios eram modestos se comparados aos padrões ocidentais ou chineses, mas após a chegada das armas de fogo europeias, no século XVI, construíram-se vários castelos amplos e imponentes sobre maciças fundações de pedra, que dispunham de torres centrais que serviam de depósitos. O castelo de Himeji é o mais notável.
INFLUÊNCIA INDIANA
A arquitetura indiana, assim como a arte nativa, de modo geral, sempre sofreu influência religiosa. Basicamente toda a sua produção está inserida no contexto das necessidades ideológicas, estéticas e de rituais do povo hindu.
A partir do século V, ocorreu o ocaso do budismo, com a ascensão do hinduísmo e do jainismo. O estilo inerente a estas religiões se misturaram para dar lugar aos motivos elaborados que constituem a marca da arquitetura indiana. A visão hindu-jaino-budista do mundo, aplicado à arte, divide o universo da experiência estética em três elementos distintos, ainda que relacionados entre si: os sentidos, as emoções e o espírito. Estes elementos ditam as normas para a arquitetura, como instrumento para fechar e transformar os espaços. No lugar de representar a dicotomia entre a carne e o espírito, a arte hindu, por meio da sensualidade e da voluptuosidade deliberadas, funde ambas, através de um complexo simbolismo.
A arte indiana manifestada na arquitetura, na escultura, na pintura, na joalheria, na cerâmica, nos metais e nos tecidos estendeu-se por todo o Oriente e exerceu uma grande influência sobre as artes da China, do Japão, da Birmânia, da Tailândia, do Camboja e de Java. São deste período os templos edificados seguindo o esoterismo das mandalas.
A época clássica primitiva começou no ano 250 a.C., durante o reinado de Asoka, que emprestou ao budismo o patrocínio imperial. Muito comuns nessa época são as stupas (pequenos templos para guardar as relíquias dedicadas a Buda) e os chaityas (templos rupestres), entre os quais destacam-se a Grande Stupa de Sanchi, iniciada pelo imperador Asoka e ampliada em épocas posteriores, e o Chaitya de Karli, do início do século II.
O budismo e o hinduísmo, com suas ramificações, predominaram na Índia até que o islamismo tomou força entre os séculos XIII e XVIII.
A arquitetura islâmica da Índia vem desde o século XIII até os nossos dias. A ela pertencem o famoso mausoléu de Gol Gundadh (1660), em Bijapur, estado de Mysore; a torre Qutb Minar (século XII), com cinco andares de pedra e mármore, em Delhi, capital; e a mesquita de Jama Masjid (1423), em Ahmadabad.
A fase mongol do estilo indo-islâmico, entre os séculos XVI e XVIII, fomentou o uso de materiais luxuosos, como o mármore. O exemplo culminante desse estilo é o mausoléu do Taj Mahal, em Agra.
Desde o século XVIII, a construção de grandes edifícios na Índia tem mantido as formas históricas próprias ou se submetido aos modelos europeus introduzidos pelos britânicos.
FONTE: www.hitoriadomundo.com.br

























As atividades estão bem respondidas a partir do texto-base para cada questão apresentada.
ResponderExcluirEm relação à oficina, a apresentação foi boa, o visual do blog também está bom.
Chamo atenção para diversos problemas de língua portuguesa que estão presentes nos textos postados, tanto das avaliações quanto da oficina.
Parabéns
Oficina: 4.5
Atividades: 4.5