A arquitetura, assim como o espaço de modo geral, não devem ser vistos de maneira concreta e física, pois vão além disso, sendo capazes de provocar sensações e aguçar a imaginação de cada observador. O sentido da visão tem um papel importante na compreensão de um determinado ambiente, pois nos fornece uma percepção imediata do espaço, mas isso agregado aos sentidos do tato, do olfato, do paladar e da audição, nos permite interpretar determinados lugares de uma maneira diferente, estabelecendo outros tipos de relações com o meio, fazendo com que a vivência seja totalmente influenciada pelas sensações ocasionadas e até pela imaginação. Todas essas relações da apreensão do espaço a partir de outros sentidos, que não apenas a visão, podem ser resumidos na frase de Paul Válery, que diz:
"O ser humano vive e move-se naquilo que vê, mas vê apenas aquilo que pensa."
No texto "O Espaço em Cinco Sentidos", de Alburquerque Júnior, é citado um personagem criado por Ítalo Calvino, Marcovaldo, que tem uma visão diferente do espaço. Ele não o vê como um elemento de localização onde se inicia uma narrativa histórica, que é como os historiadores o viam, Marcovaldo ficava atento a detalhes insólitos, às lembranças e sensações que aquele cenário pós-guerra proporcionava. A história do personagem nos faz, então, enxergar que o espaço não se separa em suas dimensões políticas e culturais, imaginárias e simbólicas, nem naturais, econômicas ou sensíveis. Como diz no texto:
"Um espaço é um reticulado de ações, de deslocamentos, de trajetórias, é uma rede de relações de toda ordem, é uma trama de sentidos, é a projeção de imagens, sonhos, desejos, projetos e utopias. Um espaço é feito de natureza, de sociedade e de discursos. Cada conto sobre Marcovaldo articula estas dimensões inseparáveis na constituição das espacialidades."
Dessa forma, notamos o quanto a Arquitetura está ligada ao Espaço, que influencia na percepção da mesma, e como ambos estão ligados aos sentidos, que são determinantes na apreensão dos ambientes e na forma como respondemos aos estímulos de determinados lugares/sensações, definidas pela nossa condição de seres sociais e culturais.
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Uma mesma cidade pode trazer percepções diferentes dependendo da maneira como é observada. Quando se tem uma perspectiva do alto, fora do caos urbano, do vai e vem de pessoas, se transforma em voyeur. Quando se eleva, o mundo pelo qual antes estava “possuído” muda diante de si. Embaixo, vivem os praticantes ordinários da cidade. Caminhantes que obedecem aos cheios e vazios do tecido urbano cegamente. Sem uma leitura dele, diferentemente do voyeur. Na cidade de Roma, cidade antiga, baixa, temos uma visão diferente e melhor que em Nova Iorque, que não sabe envelhecer. Nova Iorque se reinventa sempre, desafia o futuro, com prédios altos e tráfego enorme de pessoas. Em cada cidade planejada, existem cidades metafóricas, arquitetadas por cada homem ordinário, por cada caminhante.
Os percursos diários de um arquiteto,
como observador, podem ser usados para inspira-lo em seus projetos ao passo que
trazem para ele diferentes perspectivas do espaço e do lugar. Do alto, ele descreve
a cidade a partir de lugares distintos: a arquitetura, o tráfego de pessoas, as
aglomerações. É a cidade-panorama, pronta para ser codificada, representada,
textualizada. Os processos de caminhar podem se reportar em mapas urbanos de
maneira a transcrever traços e trajetórias. Cada passo é um ponto que compõe o
plano urbano. Diferentes culturas e modos de viver dão ao espaço leituras
distintas. O arquiteto pode usar essas leituras como inspiração em seus
projetos para cidades diferentes.
Atget, fotógrafo francês do
surrealismo, durante o século XIX produziu imagens de uma Paris vazia,
habitada apenas pelos monumentos e pelas duras linhas que deles emergiam.
Ao que parece, Atget poderia traduzir em imagens o que seria uma
cidade como Paris vista de um plano panóptico (ainda que o ângulo não seja o de
cima). Já as imagens de Luciano poderiam exemplificar o registro das práticas,
das intervenções no mundo, da recriação do cotidiano.
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Assim como nossa vida, em que, os anos tem 365 dias e cada momento desse é vivido de forma única, a história se constrói por partes, como um quebra-cabeça infinito, que aos poucos vai deixando representações, mas um todo, está sempre por vim. O olhar construtivo sobre o tempo nos faz perceber a importância tanto sobre o que ira ser levantando, como para as bases que permitem a ambição do novo.
Assim como nossa vida, em que, os anos tem 365 dias e cada momento desse é vivido de forma única, a história se constrói por partes, como um quebra-cabeça infinito, que aos poucos vai deixando representações, mas um todo, está sempre por vim. O olhar construtivo sobre o tempo nos faz perceber a importância tanto sobre o que ira ser levantando, como para as bases que permitem a ambição do novo.
Partindo dessa vertente para uma linha em relação ao antigo e o novo, pode-se extrair um questionamento sobre como é possível dialogar com os monumentos do passado, respeitando-os em suas singularidades, e ao mesmo tempo está conectado com o presente.
"A especificidade do monumento deve-se precisamente ao seu modo de atuação sobre a memória. Não apenas ele a trabalha e a mobiliza pela mediação da afetividade, de forma que lembre o passado fazendo-o vibrar como se fosse presente. Mas esse passado invocado, convocado, de certa forma encantado, não é um passado qualquer: ele é localizado e selecionado para fins vitais, na medida em que pode, de forma direta, contribuir para manter e preservar a identidade de uma comunidade étnica ou religiosa, nacional, tribal ou familiar."
"O monumento tem por finalidade fazer reviver um passado mergulhado no tempo"
"Arquiteturas e espaços não devem ser fixados por uma ideia de conservação intransigente, mas sim manter sua dinâmica."
Françoise em seu livro, permiti-nos um maior esclarecimento sobre a importância do monumento histórico e a dinâmica da permanência destes com os novos espaços, sendo uma relação de um pedaço do passado que se faz presente e nos remete a tantos meios, para que houvesse hoje fins, e estes mais futuramente se tornarem meios.
Dentro desta visão de equilíbrio, podemos visualizar alguns exemplos:
Museu do Louvre, Paris- FR
Pinacoteca do Estado de São Paulo, após reforma projetado pelo arquiteto Paulo Mendes da Rocha.
Existem diversas definições para os mais variados tipos de arquitetura. Aqui, veremos as definições de Arquitetura primitiva, vernacular e erudita, segundo Antonio Casternou.
A oficina escolha para esta questão foi a Marquina do Tempo que fala sobre o surgimento da cidade e a presença da arquitetura na era pré-histórica.
a) A temática tem um caráter importantíssimo para esta disciplina, uma vez que fala sobre o surgimento das cidades e da arquitetura. Na disciplina Teoria e Historia da Arquitetura e Urbanismo I, é visível a necessidade de estudo de como se formou a cidade na pré-história e a evolução da arquitetura ao longo do tempo para se entender o seu funcionamento desde a pré-história até os dias de hoje.
b) A equipe apresentou de forma interativa e dinâmica, o que ajudou bastante no entendimento do assunto. O blog é bem organizado e apresenta uma temática interessante. O assunto foi bem explicado e os integrantes souberam passar a informação sem deixar a apresentação entediante.
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Existem diversas definições para os mais variados tipos de arquitetura. Aqui, veremos as definições de Arquitetura primitiva, vernacular e erudita, segundo Antonio Casternou.
A Arquitetura Primitiva é aquela que se limita somente a atender as exigências do ser humano, como abrigo e segurança. Normalmente, a pessoa que usufrui deste tipo de arquitetura é a mesma que a constrói, fazendo-a de forma a suprir suas necessidades.
Já a Arquitetura Vernacular é aquela que se limita a uma determinada região. Nesse tipo de arquitetura são utilizados materiais do próprio local onde será construída a estrutura e não há arquitetos projetando. Costuma estar ligada a cultura local e normalmente é passada de geração para geração.
E por fim, a Arquitetura Erudita que é a mais complexa dentre todas. São necessários muitos estudos para se concretizar, uma vez que ela é voltada para incitar o intelecto e sensibilidade de quem usufrui desta, através de conteúdos abstratos que tem a intenção de demostrar um ideal.
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A oficina escolha para esta questão foi a Marquina do Tempo que fala sobre o surgimento da cidade e a presença da arquitetura na era pré-histórica.
a) A temática tem um caráter importantíssimo para esta disciplina, uma vez que fala sobre o surgimento das cidades e da arquitetura. Na disciplina Teoria e Historia da Arquitetura e Urbanismo I, é visível a necessidade de estudo de como se formou a cidade na pré-história e a evolução da arquitetura ao longo do tempo para se entender o seu funcionamento desde a pré-história até os dias de hoje.
b) A equipe apresentou de forma interativa e dinâmica, o que ajudou bastante no entendimento do assunto. O blog é bem organizado e apresenta uma temática interessante. O assunto foi bem explicado e os integrantes souberam passar a informação sem deixar a apresentação entediante.
FONTE:
CERTEAU, Michel de. Caminhas pela Cidade. In: ____, A invenção do cotidiano 1. Artes de fazer. Petrópolis: Vozes, 1994, p. 169 - 182.
CHOAY , Françoise. A Alegoria do Patrimônio . São Paulo: Estação Liberdade: Editora UNESP, 2001 P. 17 A 28.
FERNANDES, Aires Manuel. O Espaço e os Sentidos. In: ____, Malha Urbana - Revista Lusófana de Urbanismo, n. 8. Portugal, 2009.
JÚNIOR. Durval M. de Albuquerque. O Espaço em Cinco Sentidos. In: ____, Nos Destinos de Fronteira. Recife: Bagaço, 2008, p. 97 - 124.
CERTEAU, Michel de. Caminhas pela Cidade. In: ____, A invenção do cotidiano 1. Artes de fazer. Petrópolis: Vozes, 1994, p. 169 - 182.
CHOAY , Françoise. A Alegoria do Patrimônio . São Paulo: Estação Liberdade: Editora UNESP, 2001 P. 17 A 28.
FERNANDES, Aires Manuel. O Espaço e os Sentidos. In: ____, Malha Urbana - Revista Lusófana de Urbanismo, n. 8. Portugal, 2009.
JÚNIOR. Durval M. de Albuquerque. O Espaço em Cinco Sentidos. In: ____, Nos Destinos de Fronteira. Recife: Bagaço, 2008, p. 97 - 124.






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