segunda-feira, 22 de abril de 2013

Analise do filme "Agonia e Êxtese"


          Boa Noite, pessoal! Nesse post vamos falar um pouco sobre a Arquitetura Românica presente no filme "Agonia e Êxtese", destacando os espaços cotidianos da cidade do Vaticano, onde se passa o filme.
            O filme “Agonia e êxtase”, direção de Carol Reed, conta a história da pintura do teto da Capela Sistina por Michelangelo e todas as dificuldades encontradas nas relações entre o Papa Júlio II, que encomendou a obra ao autor, e o artista, que é retratado como um grande gênio, porém, como uma pessoa bastante geniosa também.



                                            

            Ambientado no início do Século XVI, o filme se passa na cidade do Vaticano. Inicia com a imagem da Basílica de São Pedro, tendo ao fundo a imagem de Roma, destacando a grandiosidade da cúpula. Durante a introdução do filme, o narrador destaca a importância da obra da basílica, ressaltando que foi um projeto de Michelangelo. Ainda na introdução, é mostrada a Capela Sistina, quando o narrador passa a falar da trajetória de Michelangelo e como ele desenvolveu sua arte. Para isso, são mostradas imagens de Florença, importante cidade para a vida do artista e para a arquitetura, pintura, artes em geral, durante o período governado por Lorenzo “O Magnífico”.

Basílica de São Pedro - estilo renascentista, mas que já anunciava o barroco.

 
Capela Sistina - foto externa


Para Visualização interna da Capela, o Vaticano disponibiliza o link a seguir:

 
E o TecMundo guia você por essa visita:

Florença


Desenhos feitos por Michelangelo passam a ser mostrados, desenhos de homens e mulheres, onde é destacada a musculatura dos homens, o seu primeiro trabalho em escultura, “Madonna da Escada”, “Davi”, “Moisés” e a “Pietá” de São Pedro, esta última considerada uma das obras primas dele e finaliza com a escultura “Rondanini”, trabalhada pelo artista durante 11 anos, até sua morte.

Madonna da Escada
Pietá
 
Rondanini

O objetivo da retrospectiva da vida e obra de Michelangelo é mostrar aos expectadores a importância do mesmo para as artes no período renascentista e até os dias atuais.

Quanto aos espaços cotidianos mostrado no filme, basicamente se mostra os templos religiosos, por vezes aparece o pequeno comércio na cidade ou camponeses trabalhando no campo, ou os homens indo para as guerras. Como podemos ver nestas cenas:




E no trailer do filme: 




Então é isso, até a próxima. 


terça-feira, 26 de março de 2013


ARQUITETURA DOMÉSTICA E A INFLUÊNCIA DO PENSAMENTO URBANO

A arquitetura doméstica romana determinou-se por questões sociais, estéticas e individuas, além disso, é importante considerar a influência da cidade sobre as construções, uma avaliação do todo para se constituírem as parte.  Acrescenta-se a este olhar sobre a cidade aspectos como localização, dimensão e orientação, como princípios fundamentais para concepção e partido arquitetônico.

Análise geral sobre a moradia romana:

Partindo de princípios lineares as casas romanas eram  rigorosas e invariavelmente desenhadas a partir de um retângulo básico. A porta de  entrada, que ficava de um dos lados menores do retângulo, conduzia ao átrio, um espaço central com uma abertura retangular no telhado. Essa abertura permitia a entrada da luz, do ar e também da água da chuva, que era coletada num tanque - o implúvio - colocado exatamente sob o vão do teto. Em linha reta em relação à porta de entrada, e dando para o átrio, ficava o tablino, aposento principal da casa. Os outros cômodos também davam para o átrio, mas sua disposição era menos rigorosa. Após o contato com a cultura grega, durante o período helenístico, os romanos incorporam os princípios da flexibilidade e a elegância das moradias gregas. Mas admiraram sobretudo o peristilo que havia no pátio de muitas casas. Tendo os principios tradicionais, os romanos encontraram uma solução para incorporar os elementos que admiravam dos gredos, assim,  acrescentaram, nos fundos da casa, um peristilo em torno do qual se dispunham vários cômodos; O restante da construção seguia a ideia tradicional.







O estudo sobre a arquitetura doméstica se constitui através de três constatações:
        >   Natureza Urbana de tal Arquitetura;
        >  Impossibilidade de avaliar a natureza de um espaço privado sem levar em conta seu ambiente urbano;
        >  Inserção de moradias no tecido urbano;


 ARQUITETURA PALEOCRISTÃ x ARQUITETURA DA ANTIGUIDADE



 Quando se fala de arquitetura paleocristã, podemos dizer que é dividida em duas fases: A primeira sendo a catacumbária e a segunda sendo a basilical. Dentro do nosso estudo, será vista a interação da segunda com a arquitetura romana vigente na época em que esta surgiu.
  Primeiramente, é necessário observar que a arquitetura romana pré-existente à arquitetura paleocristã já englobava a construção de basílicas, mesmo sem influência do cristianismo. É visto nas construções gregas e romanas basílicas compostas por três naves separadas por colunas e uma única porta na fachada 
principal, com uma média de 3 a 4 mil metros quadrados, o que as tornava construções gigantescas. Usadas, a priori, para assuntos jurídicos e comércio, elas vieram, com o advento do cristianismo, a ser voltadas para usos religiosos.
                                                  Arquibasílica do Santíssimo Salvador
                    fonte: http://emdefesadasantafe.blogspot.com.br/2012/11/9-de-novembro-dedicacao-da.html

  Dentre as basílicas mais famosas anteriores à influencia cristã está a Arquibasílica do Santíssimo Salvador. Anteriormente pertencia à Fausta, mulher de Constantino. Porém, ao converter-se, Constantino entregou-a ao Papa para servir de moradia para o mesmo.
  Outro fator interessante entre as arquiteturas aqui citadas é que a utilização de absides e hierarquização das naves foi uma mudança presente não só nas basílicas, como também em outras construções romanas da época. O que nos diz que não foi uma mudança de influência unicamente cristã.

                                               fonte:http://www.pegue.com/artes/plancruz.jpg

  Entretanto, é visível que a arquitetura paleocristã foi de grande influência para seus templos e outras construções. Um exemplo que pode ser considerado da época de domínio romano é a forma de cruz observada nas basílicas construídas, inicialmente, no reinado de Constantino e que foi implementado em templos por todo o mundo, seguindo a expansão do cristianismo.
  É uma necessidade, pois, observar que apesar de dar-se esse simbolismo à forma cruciforme dos templos, a forma não foi causada devido ao simbolo venerado pelos cristãos e sim da arquitetura doméstica. Assim, é evidente que o transepto (forma de cruz das construções) oferece uma solução perfeita para problemas de circulação nas práticas cerimoniais, quer se trate da deambulação dos fiéis ao redor das relíquias ou do deslocamento do clero ao redor do altar, ou mesmo dos dignitários ao redor do soberano.


Fontes: A história da vida privada. ARIES, Phillippe.
http://pt.scribd.com/doc/32667398/03-ARQUITETURA-PALEOCRISTA
http://www.fag.edu.br/professores/solange/HAU%20I/ARQUITETURA%20PALEOCRIST%C3.pdf
http://emdefesadasantafe.blogspot.com.br/2012/11/9-de-novembro-dedicacao-da.html
http://www.pegue.com/artes/plancruz.jpg
http://emdefesadasantafe.blogspot.com.br/2012/11/9-de-novembro-dedicacao-da.html

Arquitetura em Movimento




 Durante os vários séculos de extensão da África romana, foram produzidas significativas mudanças no que se refere à arquitetura doméstica. Houve uma evolução das plantas, dos volumes e das decorações, modificando o interior das casas.

Existem grandes diferenças de acordo com a localização da moradia, quando se encontra em um bairro densamente povoado ou em uma área periférica que se desenvolve aos poucos. Esse contraste é evidenciado quando um programa de colonização, que conduz a criação de um centro urbano, dá resultado ao núcleo da cidade, onde uma rede de ruas delimita quarteirões. O que torna difícil a criação de domus (propriedade grande, sofisticada e luxuosa em regiões residenciais). As grandes casas surgem, então, nos bairros periféricos, onde tem menos restrições.

Por exemplo, a colônia Timgad, fundada no ano 100 pelo imperador Trajano.  Em Timgad, o espaço urbano foi dividido em quarteirões de mesmo tamanho (sendo o foro e alguns grandes monumentos públicos, exceções). 

Parte da planta da colônia de Timgad (E. Boeswillwald, A. Baliu, R. Cagnat, Timgad, une cite africaine sous
l'Empire romain, Paris, 1905, p. 337, fig. 166).
Essas quadras eram divididas em lotes que eram destinados às moradias. Como a organização desses quarteirões reflete uma situação social homogênea, impediu o desenvolvimento das domus, cuja área pode ser dez vezes maior que a das quadras. Assim, as domus foram construídas nos espaços periféricos.


Timgad, casa de Sércio.
Timgad, casa do Hermafrodita.

 
         É complicado deduzir regras segundo as quais se constroem casas mais ricas sem considerar a história de cada colônia. Por exemplo, diferentemente de Timgad, Thugga e Bulla Regia possuíam um tecido urbano menos estruturado, o que favoreceu a criação de ricas moradias próximo ao núcleo da cidade, mesmo que com áreas menores. Já o exemplo de Volubilis, que nunca se sujeitou a um estrito urbanismo ortogonal, é comparável ao de Timgad, as vastas residências também surgem na periferia.

  


Nas cidades mais modestas, as elites locais instalam suas residências onde for possível, inclusive lotes muito irregulares ou pequenos demais. É aí que surgem os andares subterrâneos de várias casas ricas de Bulla Regia.




            Alguns princípios gerais sobre a evolução das cidades africanas: nas cidades que se desenvolvem, as elites tendem, por razões de espaço, a transferir suas casas para a periferia. Nas cidades com menor dinamismo, a oposição entre os diferentes bairros parece menos marcada e as casas ricas conseguem se desenvolver, bem ou mal, num quadro que não conhece dilatação.

Timgad





Volubilis
             Uma possibilidade ao desejo de expansão dos proprietários seria restringir os eixos de circulação em proveito das moradias, ou seja, invadir as ruas. A escavação da insula de caça permitiu acompanhar os detalhes de como ela realmente se dilatou. Ao contrário do que se acreditava, que o desenho ampliou de uma só vez, já que a transferência de cada uma das paredes da fachada constituía uma operação única, dando o efeito no estado final de conservação da regularidade da implantação primitiva, na verdade, a evolução da insula resulta do acréscimo de uma série de operações sucessivas.
Insula Romana
Tudo isso ocorreu durante trabalhos realizados nas vias públicas, os proprietários se aproveitam para empurrar uma parte de suas paredes externas, fazendo um avanço que passa a integrar as fachadas. E ao que se parece, tais condutas não incoerentes, visto que foram conduzidas com o aval das autoridades locais. Já em outra situação, um proprietário da casa de caça quis instalar um tanque para suas termas particulares à custa de uma rua, e essa tentativa foi abortada pelas autoridades. Portanto, até o século IV, os poderes locais aparentemente permanecem bastante fortes para controlar a maior parte dessas retificações do cadastro. Isso parece bastante provável no caso de vastas operações conduzidas de modo muito coerente: assim foi em Útica, onde as fachadas de várias insulae avançaram em detrimento da rua sem quebrar seu alinhamento.

Após alguns séculos, verificou-se que a dilatação da insula da caça tinha um espaço ganho corresponde a menos de 200m². Então, apresentou-se outra possibilidade mais aceitável que seria anexar a totalidade do espaço da rua, isso permite não somente conquistar um espaço público mais vasto, como também ainda efetua a fusão de terrenos que em outro momento estavam separados pelo eixo de comunicação. Essa operação modifica violentamente a paisagem urbana, por exemplo, em Bulla Regia, a extensão da casa da pesca transformou uma ruela em beco sem saída. Já no centro da colônia de Timgad, esse procedimento permite aumentar o modo considerável área primitivamente atribuída a cada ilhota autorizando a fusão de algumas delas.

Contudo, numerosas medidas mostram as autoridades na defensiva diante dos excessos de indivíduos que se instalam indevidamente ao lado ou dentro de edifícios públicos, assim desfigurados pelo acréscimo de parede de madeira ou de alvenaria improvisadas. Em geral, o Estado tenta elaborar medidas destinadas a harmonizar as relações do público e do privado, e as autoridades às vezes hesitam entre o desejo de reprimir as agressões infligidas ao patrimônio público e a preocupação de tirar um benefício fiscal de tais abusos, assim ratificados.

Na maioria das vezes as relações entre propriedades privadas e domínio público encontram soluções em cada cidade. Episódios, como a inscrição de Pompeia, datada do reinado de Vespasiano, que mencionam tribuno fazendo proceder à restituição de terrenos públicos usurpados por particulares. Em geral, porém, só a arqueologia permite perceber esses acasos: a história da insula da caça de Bulla Regia, com suas invasões bem-sucedidas, mas contidas nos limites coerentes, com suas usurpações excessivas e reprimidas, sugere a complexidade do fenômeno.
 Bulla Regia



"A distribuição interna das domus suscita uma questão básica: no essencial, as classes abastadas vivem num quadro arquitetônico fixo, comparável aos palacetes dos notáveis da França moderna, que durante um longo período conheceram poucas transformações?"

De fato, existiram constantes. Muito dessas construções foi feito para durar séculos e passar de geração para geração, além do que, as linhas que caractarizavam as residências da época podiam passar muito tempo sem mudanças. Até arranjos mais frájeis, como mosaicos e peças preciosas do mobiliário se mantinham constantes, passando de geração a geração.

Porém, os espaços interiores das moradias acabam por ser caracterizados pela multiplicidade de remanejamentos, a exemplo da Bulla Regia, que conheceu uma importante modificação de planta. Originalmente, não havia peças entendendo-se a leste, tudo o que existia era um pátio cercado por uma formação de 6x5 colunas (não 6x4, como se encontra atualmente) e os pórticos, que ocupavam toda a largura do lote. Para se construir aposentos na ala oriental foi necessária uma diminuição do pátio de peristilo e o avanço de uma parede externa às custas da rua.
Bulla Regia



A insulla da caça

Outra grande tranformação foi feita também na Bulla Régia, na segunda metade do século IV. O proprietário construiu um andar subterrâneo de dimensões moderadas que, no entanto, acarretou a destruição provisória de grande parte da ala setentrional da residência, o que gerou, além da tranformação de planta, uma mudança na decoração, pois os pisos de mosaico do pavimento térreo acabaram por terem sido trocados.

Subsolo

Como podemos perceber, com tantas reformas, tantos remanejamentos, o que temos hoje são resultados pouco regulares, o que nos resta é fazer questionamentos sobre essas irregularidades. Como interpretá-las? Devemos considerá-las negligências autorizadas pelo fato de que trabalhadores e proprietários se preocupavam poucos com detalhes de execução? Deve-se encará-las como a prova da incompreensão de uma composição arquitetônica clássica?

O andar subterrâneo da casa da caça em Bulla Regia foi construído na época severiana segundo uma planta bastante simples. Podemos comparar esse mesmo andar subterrâneo a um outro de uma casa vizinha, construído um século e meio depois. Esse padrão que podemos encontrar, tanto em plantas, como em decoração, também estimula questionamentos. Seria essa repetitividade mais uma questão de identidade das necessidades das classes dirigentes mediterrâneas, ou um aspecto puramente mecânico do trabalho?

Pois bem, no que se trata do andar subterrâneo da casa de caça, as escavações permitiram compreender a razão real das irregularidades, que foram totalmente pensadas. Havia um subsolo anterior e o peristilo apenas ocupou a área de antigos aposentos. No geral, as reformas foram concebidas por parâmetros de custo-benefício. O quadro de vida das classes dirigentes não é o resultado de uma produção mecânica que aliaria os defeitos da repetição e os inconvenientes da irresponsabilidade ou da incapacidade de se adaptar ao contexto. Na verdade, todas essas construções resultam de programas, certamente mais ou menos elaborados, porém nos quais o comanditário desempenha um papel essencial, decidindo em função de suas necessidades e de considerações financeiras.



Espaços “privados” e “públicos”  -  Os componentes da domus

Todos os espaços interiores da domus fazem parte da esfera privada. Entretanto, assim como a vida no âmbito da casa conhece toda uma gama de modalidades, do isolamento individual à recepção de grande número de pessoas com as quais o proprietário pode não ter nenhuma relação íntima, assim também os espaços da residência caracterizam-se por um grau de opacidade muito variável em relação ao mundo exterior. É, portanto, cômodo utilizar a dicotomia privado-público para tentar apreender a natureza dos diferentes elementos que compõem a domus.

O primeiro problema a enfrentar é o da maneira como se articulam o espaço da rua e o da moradia. Com freqüência as grandes domus tem vários acessos, mas sempre existe uma entrada principal, e é precisamente nesta que se efetua de modo simbólico e concreto a comunicação entre o interior e o exterior.

Frequentemente um alpendre, composto de duas colunas que suportam uma cobertura, destaca a importância do local: espaço ambíguo, que muitas vezes invade a rua e ainda não faz parte do interior da casa. A ruptura real é marcada pelos batentes da porta.

Imediatamente depois de transpor a entrada principal, o visitante penetra no vestíbulo, trata-se, na verdade, de espaço de transição já pertencente à casa, mas onde ele ainda está sujeito a controles. Vitruvio coloca o vestíbulo entre os aposentos que, nas residências das pessoas de alta condição social, devem ser espaçosos e magníficos. O vestíbulo de entrada constitua uma das peças mais vastas, ás vezes também o vestíbulo se abre para o peristilo por um vão triplo cuja ampla composição corresponde à divisão das entradas.


                                                    Exemplo de vestibulo



Figura 9. Althiburos, casa dos Asclépios, estado original (M. Ennaifer, La cité d'Althiburos […], Túnis, 1976, planta v). Atrás da galeria de fachada, três portas: a maior dá acesso ao vestibulo, as duas outras a pórticos que rodeiam um tanque. O pátio do peristilo é um jardim: os triclínios estão à esquerda e à direita; no fundo, ou seja, ao norte, a êxedra de recepção, cujo mosaico ostenta uma coroa agonística.


            O peristilo constitui o núcleo das casas ricas. O pátio central, a céu aberto, é uma fonte de ar e luz para os aposentos vizinhos, mas a colunata que o rodeia torna-o também um dos lugares por excelência para o desenvolvimento de uma expressão arquitetônica de alguma amplidão. Nas casas mais ambiciosas, o peristilo alcança vastas dimensões: mais de 350 metros quadrados na casa dos Asclépios em Althiburos ou na casa do pavão em Thysdrus; mais de quinhentos metros quadrados na casa da pesca em Bulla Regia; cerca de seiscentos metros quadrados na residência dos Laberii em Uthina. A análise desse lugar apresenta, portanto, grande interesse; ela é mais delicada do que parece à primeira vista. Atualmente se tende a admitir que o peristilo constitui o núcleo da parte pública da residência: essa ampla composição arquitetônica serve para receber os visitantes. A planta das casas confirma tal asserção: não só o peristilo em geral é acessível diretamente a partir do vestíbulo de entrada, mas ainda e sobretudo é em sua periferia que se situa a maioria das salas de recepção. Com suas colunatas, parece, pois, um complemento essencial das salas destinadas a acolher os hóspedes.


Fontes:
A historia da vida privada. ARIES, Phillippe
www.wikipedia.org.br