terça-feira, 26 de março de 2013


ARQUITETURA DOMÉSTICA E A INFLUÊNCIA DO PENSAMENTO URBANO

A arquitetura doméstica romana determinou-se por questões sociais, estéticas e individuas, além disso, é importante considerar a influência da cidade sobre as construções, uma avaliação do todo para se constituírem as parte.  Acrescenta-se a este olhar sobre a cidade aspectos como localização, dimensão e orientação, como princípios fundamentais para concepção e partido arquitetônico.

Análise geral sobre a moradia romana:

Partindo de princípios lineares as casas romanas eram  rigorosas e invariavelmente desenhadas a partir de um retângulo básico. A porta de  entrada, que ficava de um dos lados menores do retângulo, conduzia ao átrio, um espaço central com uma abertura retangular no telhado. Essa abertura permitia a entrada da luz, do ar e também da água da chuva, que era coletada num tanque - o implúvio - colocado exatamente sob o vão do teto. Em linha reta em relação à porta de entrada, e dando para o átrio, ficava o tablino, aposento principal da casa. Os outros cômodos também davam para o átrio, mas sua disposição era menos rigorosa. Após o contato com a cultura grega, durante o período helenístico, os romanos incorporam os princípios da flexibilidade e a elegância das moradias gregas. Mas admiraram sobretudo o peristilo que havia no pátio de muitas casas. Tendo os principios tradicionais, os romanos encontraram uma solução para incorporar os elementos que admiravam dos gredos, assim,  acrescentaram, nos fundos da casa, um peristilo em torno do qual se dispunham vários cômodos; O restante da construção seguia a ideia tradicional.







O estudo sobre a arquitetura doméstica se constitui através de três constatações:
        >   Natureza Urbana de tal Arquitetura;
        >  Impossibilidade de avaliar a natureza de um espaço privado sem levar em conta seu ambiente urbano;
        >  Inserção de moradias no tecido urbano;


 ARQUITETURA PALEOCRISTÃ x ARQUITETURA DA ANTIGUIDADE



 Quando se fala de arquitetura paleocristã, podemos dizer que é dividida em duas fases: A primeira sendo a catacumbária e a segunda sendo a basilical. Dentro do nosso estudo, será vista a interação da segunda com a arquitetura romana vigente na época em que esta surgiu.
  Primeiramente, é necessário observar que a arquitetura romana pré-existente à arquitetura paleocristã já englobava a construção de basílicas, mesmo sem influência do cristianismo. É visto nas construções gregas e romanas basílicas compostas por três naves separadas por colunas e uma única porta na fachada 
principal, com uma média de 3 a 4 mil metros quadrados, o que as tornava construções gigantescas. Usadas, a priori, para assuntos jurídicos e comércio, elas vieram, com o advento do cristianismo, a ser voltadas para usos religiosos.
                                                  Arquibasílica do Santíssimo Salvador
                    fonte: http://emdefesadasantafe.blogspot.com.br/2012/11/9-de-novembro-dedicacao-da.html

  Dentre as basílicas mais famosas anteriores à influencia cristã está a Arquibasílica do Santíssimo Salvador. Anteriormente pertencia à Fausta, mulher de Constantino. Porém, ao converter-se, Constantino entregou-a ao Papa para servir de moradia para o mesmo.
  Outro fator interessante entre as arquiteturas aqui citadas é que a utilização de absides e hierarquização das naves foi uma mudança presente não só nas basílicas, como também em outras construções romanas da época. O que nos diz que não foi uma mudança de influência unicamente cristã.

                                               fonte:http://www.pegue.com/artes/plancruz.jpg

  Entretanto, é visível que a arquitetura paleocristã foi de grande influência para seus templos e outras construções. Um exemplo que pode ser considerado da época de domínio romano é a forma de cruz observada nas basílicas construídas, inicialmente, no reinado de Constantino e que foi implementado em templos por todo o mundo, seguindo a expansão do cristianismo.
  É uma necessidade, pois, observar que apesar de dar-se esse simbolismo à forma cruciforme dos templos, a forma não foi causada devido ao simbolo venerado pelos cristãos e sim da arquitetura doméstica. Assim, é evidente que o transepto (forma de cruz das construções) oferece uma solução perfeita para problemas de circulação nas práticas cerimoniais, quer se trate da deambulação dos fiéis ao redor das relíquias ou do deslocamento do clero ao redor do altar, ou mesmo dos dignitários ao redor do soberano.


Fontes: A história da vida privada. ARIES, Phillippe.
http://pt.scribd.com/doc/32667398/03-ARQUITETURA-PALEOCRISTA
http://www.fag.edu.br/professores/solange/HAU%20I/ARQUITETURA%20PALEOCRIST%C3.pdf
http://emdefesadasantafe.blogspot.com.br/2012/11/9-de-novembro-dedicacao-da.html
http://www.pegue.com/artes/plancruz.jpg
http://emdefesadasantafe.blogspot.com.br/2012/11/9-de-novembro-dedicacao-da.html

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